Os usuários do CAPS Porciúncula – Centro de Atenção Psicossocial – comemoraram, no dia 18 de maio, o DIA NACIONAL DA LUTA ANTIMANICOMIAL. Diversas atividades especiais foram realizadas e um delicioso lanche foi servido para lembrar que os doentes mentais podem ser inseridos no contexto social e humanitário

O dia 18 de maio é a celebração dos 30 anos da queda de um muro que separava da sociedade as pessoas com sofrimento mental, aqueles que eram tratados de forma desumana e injusta em nome de pretensos tratamentos e ideias baseadas apenas nos preconceitos que cercam a doença mental.

Hoje, apesar da destruição deste muro, ainda há muito trabalho pela frente, principalmente na remoção dos entulhos formados pela derrubada desta parede, dentre eles preconceito, rejeição, incompreensão e falta de conhecimento. Mesmo com tanta tecnologia e acesso facilitado à informação, há dificuldades para vencer certos obstáculos e é necessário que a sociedade transforme a forma de olhar e tratar essas pessoas, principalmente no âmbito de torná-las cada vez mais independentes.

Por fim, o Movimento da Luta Antimanicomial, iniciado em 1987, faz lembrar que, como todo cidadão, estas pessoas têm o direito fundamental à liberdade, o direito de viver em sociedade, além do direto ao cuidado e tratamento sem que para isto tenham que abrir mão de seu lugar como cidadãos.

Em Porciúncula, o CAPS é uma unidade especializada em saúde mental para tratamento e reinserção social de pessoas com transtorno mental grave e persistente. O CAPS Porciúncula oferece atendimento interdisciplinar, composto por uma equipe multiprofissional que reúne médicos, assistentes sociais, psicólogos, psiquiatras, entre outros especialistas. Funciona na Rua Schuwartz Vieira, próximo ao Posto de Urgência Municipal.

 

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