A Forca

A Forca

A forca, instrumento arcaico de punição, brincadeira infantil já esquecida e agora uma coluna semanal despretensiosa, cuja única intenção é entreter, sem a pretensão de mudar convicções ou quebrar paradigmas, vem para ter as características de todos os significados de seu conceito, ser leve como a brincadeira e séria como o instrumento medieval quando necessário, mas sem o intuito de fomentar discórdia e polarizar opiniões. Venha ver qual tema ou palavra será o próximo enforcado e boa leitura.

DEMOCRACIA

Herdada dos romanos, sistema de governo em que o poder é exercido pelo povo, que ultimamente vem sendo com constância posta em xeque em episódios recentes da história do país e do município.

Independentemente de sua posição partidária ou convicção ideológica, mantenha sua mente aberta e observe os fatos a seguir.

Em 2014, com 100% das urnas apuradas, Dilma obteve 54.501.118 votos (51,64%) e Aécio Neves, 51.041.155 votos (48,36%). As abstenções totalizaram 30.137.479 (21,1% do total), ou seja 105.542.273 de pessoas foram as urnas para exercer sua cidadania.

Sob o pretexto de Pedalada fiscal que é um termo que se refere a operações orçamentárias realizadas pelo Tesouro Nacional, não previstas na legislação, que consistem em atrasar o repasse de verba a bancos públicos e privados, com a intenção de aliviar a situação fiscal do governo em um determinado mês ou ano, apresentando melhores indicadores econômicos ao mercado financeiro e aos especialistas em contas públicas, a vontade de 54.501.118 (sim, são muitas pessoas) foi posta de lado e com uma canetada uma Presidente eleita democraticamente foi derrubada.

Pensei, será que é razoável? Será que a vontade de milhões de pessoas deve ser suplantada por uma caneta? Será que “pedalada fiscal” gera um dano maior do que derrubar a vontade de milhões de brasileiros? Fica a reflexão, indiferente de sua posição política.

Recentemente a democracia foi novamente posta em xeque, dessa vez, em nosso querido Município, que nas eleições de 2016, a chapa do prefeito Leo Coutinho e do seu vice Riandro obtiveram uma esmagadora vitória nas urnas com 63,12% dos votos contra 36,88% da adversária, o que significou uma diferença de 2705 (sim, é muita diferença, bem mais votos de diferença do que alguns candidatos a deputado tiveram como votos totais), demonstrando assim o imenso apoio popular às duas jovens lideranças políticas Porciunculenses.

Então em uma situação que se você contar as pessoas de fora do Munícipio, ninguém acredita, a vontade dessa imensa maioria foi contestada por uma acusação da chapa Honestidade e Trabalho que apoiou a Candidata derrotada nas eleições 2016 Mirian Porto. Segundo a denúncia, na época o vereador Riandro Petrucci, teria dado UM CANO (isso mesmo, que você leu, um cano, isso, um cano, já falei um cano) para uma munícipe no mês de maio, antes do início do processo eleitoral e antes do registro eleitoral da chapa Léo e Riandro. Espantosamente o ministério Público Eleitoral acatou a denúncia e deu prosseguimento ao processo mesmo com a desistência da chapa que havia iniciado com a acusação.

E para o maior espanto esse processo seguiu, culminando com a cassação proferida pelo magistrado que proferiu decisão no processo.

Levo-lhes a refletir, não tenho ideia do custo de uma eleição, mas tenho ideia dos danos e do transtorno a um Município que tenha que passar por eleições suplementares, da insegurança aos populares, ao comércio e aos servidores.

Um cano da marca mais famosa do mercado de 150 mm e 6 mts, custa aproximadamente R$ 153,53, penso, e aqui me perdoem os juristas e os doutrinadores do Direito, se o fato fosse verdade, O QUE NÃO É, REPITO NÃO É, uma vez que a inocência da chapa foi comprovada de forma INQUESTIONÁVEL por decisão UNÂNIME dos 7 desembargadores que analisaram o recurso, seria RAZOÁVEL suplantar a vontade de 63,12% da população Porciunculense, gerando danos irreparáveis ao Município, por conta de uma acusação pueril de suposta doação de UM CANO ( é, já disse, numeral “um” seguido da palavra “cano”) cuja única prova e a declaração de uma pessoa? Pergunto, isso é RAZOÁVEL?

Com uma canetada, 63,12 por cento da população Porciunculense, teriam sua vontade expressa de forma DEMOCRÁTICA posta para escanteio, por conta de UM CANO (olha ele aí novamente), ou seja, por conta de R$ 153,53? independentemente de sua posição política, isso é RAZOÁVEL? Fica a pergunta e a resposta reserva-se ao melhor juízo dos leitores.

Ainda bem que no segundo caso para alegria da maioria da população (ainda em grande comemoração), a justiça foi feita, mesmo à revelia da DEMOCRACIA.

E por fim nos despedimos dos leitores lembrando como cantou a banda SKANK na música “A Cerca” – “…Nem por isso deixei de fazer o justo, se o sujeito enxerga pouco, o direito dá um susto…”

 

Adriano Monteiro

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