A Forca – Meritocracia

A forca, instrumento arcaico de punição, brincadeira infantil já esquecida e agora uma coluna semanal despretensiosa, cuja única intenção é entreter, sem a pretensão de mudar convicções ou quebrar paradigmas, vem para ter as características de todos os significados de seu conceito, ser leve como a brincadeira e séria como o instrumento medieval quando necessário, mas sem o intuito de fomentar discórdia e polarizar opiniões. Venha ver qual tema ou palavra será o próximo enforcado e boa leitura.

MERITOCRACIA

A origem etimológica da palavra meritocracia vem do latim meritum, que significa “mérito”, unida ao sufixo grego cracía, que quer dizer “poder”. Assim, o significado literal de meritocracia seria “poder do mérito”.

De acordo com a definição “pura” da meritocracia, o processo de alavancamento profissional e social é uma consequência dos méritos individuais de cada pessoa, ou seja, dos seus esforços e dedicações.

As posições hierárquicas estariam condicionadas às pessoas que apresentam os melhores valores educacionais, morais e aptidões técnicas ou profissionais específicas e qualificadas em determinada área.

Eu, em uma análise preponderantemente particular, estou do lado dos críticos da meritocracia pura e simples uma vez que não acho que a meritocracia seja um sistema justo de hierarquização, pois a ascensão profissional ou social não depende EXCLUSIVAMENTE DO ESFORÇO INDIVIDUAL, mas também das oportunidades que cada indivíduo tem ao longo da vida.

As pessoas que nascem com melhores condições financeiras, com acesso às melhores instituições de ensino e contatos profissionais exclusivos, têm maiores chances de conquistar uma posição privilegiada em relação àquelas que não tiveram esta mesma “sorte”. Em resumo ninguém cresce só por seus próprios méritos exclusivamente, sempre em algum momento, vai ser necessária a ajuda de alguém, seja com um conselho, uma direção ou mesmo uma oportunidade.

Dito isto, afastando minhas opiniões pessoais, vamos considerar, que a Meritocracia fosse um sistema perfeito, que merecesse a defesa entusiasmada de alguns jovens de 20 e poucos anos, vamos exemplificar e deixar para vocês leitores as conclusões, sobre quais situações estaria presente a meritocracia e quais não estariam.

Uma jovem de 18 anos, que já abriu seu próprio negócio, paga o seu aluguel, água, luz, telefone em resumo se sustenta, com o dinheiro do seu PRÓPRIO TRABALHO. Exemplo de Meritocracia.

Um jovem de 20 e poucos anos que, não trabalha, é sustentado por tio, tia, irmã, avô, não ganha o sustento do seu esforço, meramente parasita alguém, não paga aluguel, água, luz, telefone não pode falar que gasta dinheiro do seu próprio bolso, mesmo porque dinheiro não nasce do bolso, e sim advêm do trabalho, coisa que lhe é estranha. Aqui NÃO temos um exemplo de meritocracia.

Um servidor público, CONCURSADO desde os 20 e poucos anos, se hoje estiver com 40 e poucos anos, terá TRABALHADO, e não ficar fingindo para aparecer em redes sociais, 38.720 horas em média, se tiver se aplicado terá, exemplificando, pouco mais de 300 horas de capacitação, geralmente pagas do seu próprio bolso para a função que exerce, e ainda gastos com livros, custeados também do próprio bolso, tudo para melhor servir ao órgão público onde exerce suas funções, e se esse mesmo servidor tiver hoje ocupando cargo de primeiro escalão, creio que seria um exemplo de Meritocracia.

Agora se tivermos um jovem de 20 e poucos anos, que conseguiu um cargo por parasitar político envolvido em denúncias de caixa 2, em denúncias de favorecimento pessoal, portanto tendo suas ações investigado pelo MP, o que pode acarretar com a investigação dos atos desse mesmo jovem, não pode falar ou ser exemplo de honestidade, de trabalho ou muito menos de meritocracia.

Um político, eleito pela primeira vez aos 20 e poucos anos, que acumula 03 mandatos de vereador, um de vice-prefeito e um de prefeito, todos incólumes, sem manchas, se eu fosse político, esse seria um EXEMPLO a ser seguido, isso é Meritocracia.

Contrapondo, um político de 20 e poucos anos que em sua primeira tentativa, teve suas contas reprovadas, amealhou só 100 e poucos votos, deu para o candidato envolvido em diversas denúncias que defendia, apenas 100 e poucos votos e agora quer fazer de palco para suas peripécias pirotécnicas, as redes sociais, não é exemplo de nada, ainda menos de meritocracia.

Esses são alguns exemplos, de uma análise fria do conceito de Meritocracia ou da falta de mérito, parece que atualmente é importante avisar aos carentes de atenção, sem uma ocupação formal e que adoram uma aparição em rede social, duas coisas. Primeira, esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência e segunda, todo mundo sabe o que significa CARAPUÇA, não preciso escrever uma coluna sobre isso, mesmo porque carapuça só tem duas ações possíveis, vestir ou tirar. Se você veste a carapuça, identificando-se negativamente com o que está escrito a culpa não é do que está escrito é você que deve rever suas atitudes e tornar-se uma pessoa melhor, um ser humano melhor, para assim achar que pode ser exemplo de alguma coisa, ou que alguém deve se espelhar em você, ou no mínimo aprenda a ter um pouco mais de humildade.

Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a vocês mesmos. Filipenses 2:3

Um grande abraço e tenham todos uma ótima semana de muito trabalho, especialmente aqueles que trabalham de verdade, sob esse Sol escaldante, esses sim têm o meu mais sincero apreço e admiração.

 

Adriano Monteiro

 

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