Deputados estaduais tomam posse na Alerj nesta sexta-feira

Deputados estaduais tomam posse na Alerj nesta sexta-feira — Foto: Henrique Coelho/G1

Os deputados estaduais eleitos pelo Rio de Janeiro assumem seus mandatos nesta sexta-feira (1º), na Assembleia Legislativa (Alerj), em meio a uma situação inédita: seis foram presos e não participarão da cerimônia de posse.

Deles, cinco foram presos na Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato: André Corrêa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Luiz Martins (PDT), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinicius Neskau (PTB). O sexto é Wanderson Gimenes Alexandre, conhecido como Anderson Alexandre (Solidariedade), e foi alvo de operação do Ministério Público estadual.

Dos seis, Chiquinho da Mangueira é o único que deixou a cadeia, por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele seguiu para prisão domiciliar e tem usado tornozeleira eletrônica.

A Justiça negou nesta quinta-feira (31) o pedido de Marcos Abraão (Avante) e Luiz Martins (PDT) para que deixassem a prisão e pudessem ir à solenidade de posse. Caso não tomem posse em 60 dias, os eleitos correm o risco de perder o cargo. A própria Alerj que vai decidir se os deputados presos vão poder ser empossados na cadeia.

Apesar das prisões, os suplentes não devem ser convocados imediatamente. Com isso, a decisão de 207.570 eleitores — soma das votações dos seis presos — ainda não tem um destino certo.

A Alerj informa que os ausentes têm um prazo de 30 dias após a posse, prorrogáveis por mais 30, para assumirem seus mandatos. Ou seja, somente a partir do dia 3 de abril a Casa deve tomar alguma providência em relação a convocação dos suplentes.

Novo presidente e Mesa Diretora

No sábado (2) será escolhido o novo presidente da Casa e a Mesa Diretora. A eleição para Mesa Diretora é um dos temas mais falado nos corredores da Assembleia Legislativa. Por enquanto, a disputa corre o risco de ter um único candidato: o atual presidente em exercício da Alerj, André Ceciliano (PT) .

Para se manter na cadeira, Ceciliano já conseguiu o apoio de, pelo menos, 11 partidos, além do PT. Nove deles — PP, PRP, PRB, PRTB, PHS, DEM, PMB, Patriota e PSD — terão indicados na chapa que concorre à Mesa Diretora. Além deles, o MDB e o PSOL também devem informalmente apoiar a candidatura de Ceciliano. Juntos, esses partidos têm 33 deputados aptos a votar — isso porque o deputado André Correa (DEM) não deve tomar posse por estar preso desde a operação Furna da Onça. Para se eleger uma chapa, são necessários 36 votos.

O candidato de Ceciliano à primeira vice-presidência é Jair Bittencourt (PP), que já foi secretário estadual de Agricultura, no governo de Luiz Fernando Pezão (MDB). As outras vice-presidências da chapa devem ser ocupadas pelos deputados Tia Ju (PRB) – do partido do prefeito do Rio, Marcelo Crivella -, Renato Cozzolino (PR) e Leo Vieira (PRTB). Marcos Muller (PHS) será o candidato a primeiro-secretário. A função responde por diversas atividades administrativas da Alerj e quem ocupa tema fama de “síndico” da Assembleia.

Na falta de concorrentes, o PSL, do presidente Jair Bolsonaro, que tem a maior bancada da casa, tentou entrar na briga. Quis lançar a candidatura de Marcio Gualberto. Mas o partido acabou não viabilizando a chapa. Nem todos os 12 deputados eleitos do partido apoiavam a candidatura própria. A orientação da bancada é se abster da votação da Mesa Diretora.

Outro pré-candidato, o novato Chico Bulhões (Novo), enfrenta o mesmo problema: não conseguiu formar a chapa.

G1 Norte Noroeste

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s