A Forca – Solidariedade

A FORCA

A forca, instrumento arcaico de punição, brincadeira infantil já esquecida e agora uma coluna semanal despretensiosa, cuja única intenção é entreter, sem a pretensão de mudar convicções ou quebrar paradigmas, vem para ter as características de todos os significados de seu conceito, ser leve como a brincadeira e séria como o instrumento medieval quando necessário, mas sem o intuito de fomentar discórdia e polarizar opiniões. Venha ver qual tema ou palavra será o próximo enforcado e boa leitura.

SOLIDARIEDADE

Solidariedade é o substantivo feminino que indica a qualidade de solidário e um sentimento de identificação em relação ao sofrimento dos outros.

A palavra solidariedade tem origem no francês solidarité que também pode remeter para uma responsabilidade recíproca.

Em muitos casos, a solidariedade não significa apenas reconhecer a situação delicada de uma pessoa ou grupo social, mas também consiste no ato de ajudar essas pessoas desamparadas.

No dia 08 de fevereiro de 2019, mais uma tragédia que podia ter sido PREVENIDA, se houvesse sendo repetitivo, uma melhor fiscalização preventiva, os brasileiros levam mais um golpe, quando ainda juntam os cacos da tragédia de Brumadinho, um incêndio no Centro de Treinamento Ninho do Urubu vitimiza dez jovens que buscavam um sonho.

O vermelho e preto do Flamengo, dessa vez, não trouxe nenhuma conotação que merecesse orgulho por todos os seus milhões de torcedores, simbolizaram o vermelho das chamas e o preto das cinzas em que se transformaram o sonho de todos os jovens que tiveram suas vidas ceifadas em mais uma tragédia, a maior, nos 123 anos de história do Clube de Regatas do Flamengo.

O que poderia ter sido usado, para criticar e demonstrar reprimenda e ódio, atitudes aliás que transbordam hoje, de forma preocupante, nas redes sociais, o que se viu foi o oposto, fartas demonstrações de SOLIDARIEDADE, uma união de todas as torcidas e rivais históricos, todos enlutados pela tragédia.

Tragédias, costumam despertar SOLIDARIEDADE, uma característica que mais nos aproxima das qualidades divinas, foi muito impressionante, ver todas as torcidas de todos os times se mobilizando de forma emocionante em torno de uma causa comum, todos unidas em SOLIDARIEDADE para ajudar às vítimas e famílias.

Poucas vezes tive tanto orgulho de ser um torcedor brasileiro, como tive com todas essas demonstrações de amor ao próximo demonstradas de forma espontânea, deu muito orgulho, mais do que ganhar qualquer título.

Uma pena que muitas vezes esperamos uma tragédia para demonstrarmos SOLIDARIEDADE, o que poderia ser uma atitude corriqueira, que nos faria pessoas e um País melhor, é tão raro, empatia com o sofrimento alheio e ajudar ao próximo, mesmo que tenham time, convicções políticas, religiosas e ideológicas diferentes, deveria ser rotina, sei que muitas vezes pode ser difícil, mas acho que precisamos nos esforçar mais nesse sentido, para construirmos algo melhor para nossos filhos herdarem.

Muitas pessoas têm ídolos, às vezes artistas famosos, cantores, políticos, por quem demonstram SOLIDARIEDADE e apego, que não tem às vezes por pessoas próximas. Todos temos ídolos, alguém que admiramos, pessoas que fazem a diferença.

No meu caso tenho alguns, um deles é José Datrino, mais conhecido como Profeta Gentileza (Cafelândia, 11 de abril de 1917 – Mirandópolis, 29 de maio de 1996), foi um pregador urbano brasileiro, que se tornou conhecido por fazer inscrições peculiares nas pilastras do Viaduto do Gasômetro, no Rio de Janeiro, e se tornou uma espécie de personalidade daquela cidade. Andava pela Zona Central com uma túnica branca e longa barba.

Com mais de onze anos teve uma infância de muito trabalho, na qual lidava diretamente com a terra e com os animais. Para ajudar a família, puxava carroça vendendo lenha nas proximidades. O campo o ensinou a amansar burros para o transporte de carga. Tempos depois, como profeta Gentileza, se dizia “amansador dos burros homens da cidade que não tinham esclarecimento”.

Ele que cunhou a frase que virou filosofia tempos depois, “Gentileza gera gentileza”. Frase posta em prática muito tempo depois, em uma clara demonstração de SOLIDARIEDADE com o próximo, pelo inspetor Meirelles, do Espírito Santo, que virou notícia por sua gentileza como polícia de trânsito, não sei se sabia de onde vinha a filosofia que tão bem botava em prática, mas certamente a aplicava muito bem, um exemplo que deveríamos todos seguir.

A SOLIDARIEDADE que normalmente vem após tragédias, deveria se tornar lugar comum em nossa sociedade. Ao invés de criticar tanto, em claras demonstrações de ódio, porque não fazemos como foi demonstrado essa semana pelos torcedores brasileiros e esquecemos as diferenças e estendemos a mão em auxílio? Já que queremos tanto ajudar, por que não ajudamos? Já que nos preocupamos tanto com determinadas situações, sejam políticas ou de nossas vidas cotidianas, por que muitas vezes só criticamos? A reflexão deve vir para cada um, eu tenho tentado fazer a minha…

Tenho visto algumas atitudes de SOLIDARIEDADE, realizadas pelos clubes de serviços, em nosso Município, a última delas foi a implementação de comedouros para animais abandonados, isso sim é fazer a diferença, não é ficar o tempo todo em redes sociais, criticando tudo e todos, destilando ódio, veneno, discórdia e fofoca, quem quer fazer a diferença o faz, simplesmente assim. Viver como muitos tem vivido ultimamente em redes socias cobrará um preço muito alto, a conta virá, e a vítima poderá ser quem hoje se porta como algoz…

SOLIDARIEDADE é descobrirmos a importância do outro, viver a solidariedade é indispensável, a SOLIDARIEDADE, por ser um valor capaz de requalificar, permite reconstruir o esgarçado tecido da cidadania. Por isso, em todos os momentos, em diferentes sociedades, é indispensável fazer referência, propor iniciativas e refletir sobre a SOLIDARIEDADE. No coração da prática solidária está o princípio fundamental e inegociável da consideração para com o outro, para com o próximo.

Para além de um sentimento qualquer de compaixão, a SOLIDARIEDADE tem o valor de despertar e criar o gosto imperecível do senso do bem comum. E todo cidadão, para ser eterno aprendiz do valor da solidariedade, tem de praticá-la, diariamente.

Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade. 1 João 3:17,18

Uma ótima semana e a todos os Botafoguenses, Tricolores, Vascaínos e todos os torcedores dos times do País, muito obrigado, em nome de toda a nação Rubro-Negra pelas muitas demonstrações de solidariedade no pior momento de nossa história.

Adriano Monteiro

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